Resenha Animação | Moana: Um mar de aventuras


SINOPSE: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

MOANA - UM MAR DE AVENTURAS
Data de lançamento 5 de janeiro de 2017 (1h 47min)


Uma coisa que eu sinto que preciso começar falando é que Moana não é uma princesa, por mais que as pessoas achem que ela deve ser ou por mais que a própria Disney diga que ela é. Ela é incrivelmente diferente de qualquer princesa, de qualquer crença e história de magia contada nas outras histórias de princesas. Inclusive no próprio diálogo entre ela e outro personagem é dito isso. A animação começa com a vó de Moana contando uma historia bem antiga sobre um semi-deus chamado Maui que roubou o coração de uma ilha chamada Te Fiti, mostrando que isso desencadeou a morte de muitas ilhas, já que o coração da ilha é exatamente o que faz o mundo ter vida e com o passar do tempo, tudo acaba morrendo por conta do que Maui fez. Logo de cara a gente percebe que Moana é diferente de todas as outras crianças da aldeia, não apenas por ser filha do chefe da aldeia, mas porque ela parece ser mais interessada nas histórias do que qualquer outra criança e acredita que a história seja mais que um conto.

Ainda criança, Moana tenta diversas vezes escapar para perto do mar, no recife que fica em volta da ilha em que a aldeia fica e quase sempre é impedida por seus pais de chegar perto da água. Em um momento, quando ela consegue despistar os pais, Moana chega perto do mar e ele abre um caminho para que ela pegue uma concha que está dentro dele, a poucos metros dela. Depois que ela pega a primeira, o mar continua se abrindo para que ela pegue outras conchas. Parece loucura, mas temos que lembrar que tudo é possível em uma criação cinematográfica. O mar brinca com o cabelo da garotinha e lhe entrega o coração de Te Fiti, que é uma pedra verde esmeralda. O mar tem vida, assim como tudo no mundo. Ele escolheu Moana para devolver o coração de Te Fiti. Quando seus pais chegam perto da praia, o mar devolve a garotinha para a praia, como se nada tivesse acontecido, como se ela não tivesse saído da areia que estava e ela acaba deixando cair o coração de Te Fiti na água. Desde então o chefe da aldeia não deixa que ela chegue perto demais da água com medo do que pode acontecer se entrar na água, já que ele sabe os perigos do mar por um motivo que será revelado no filme no momento certo.


Moana cresce sabendo de todas as suas obrigações como a futura chefe de aldeia, já que ela tomará o lugar de seu pai quando for a hora, Pra ela, tudo o que tinha vivido naquele dia quando criança era apenas um sonho, mas em um momento da historia, sua avó lhe conta que viu tudo e que estava ali quando o mar escolheu Moana para salvar as vidas no mundo. Por conta do coração de Te Fiti ter sido arrancado, a vida começa a ficar cada vez mais fraca na ilha pois a escuridão está alcançando a ilha. As arvores começam apresentar frutas podres e não há mais peixes no recife, ou seja, está ficando mais difícil sobreviver na ilha sem alimentos. A avó da nossa linda exploradora lhe entrega o coração de Te Fiti e revela que estava lá quando o mar escolheu Moana para salvar as ilhas e a vida no oceano.

Junto com esses problemas que a ilha está apresentando e mais a vontade de estar navegando e explorando pelo mundo, achando lugares novos para morar, Moana tem que lidar com sua vó que fica muito doente e que pode morrer a qualquer momento. A historia deixa bem claro que a única pessoa que apoia Moana no que ela deseja fazer é a avó dela que sabe que mesmo tudo sendo muito perigoso, ela precisa trilhar o próprio caminho. Então sua avó lhe dá o colar que sempre usa junto com o coração de Te Fiti e faz com que ela entre em uma aventura para encontrar Maui, o semi-deus e restaurar a vida no oceano colocando o coração no seu devido lugar.


O filme é repleto de aventuras e diálogos legais o suficiente para deixar a trama mais legal e expressar abertamente que Moana não é uma princesa da Disney e sim uma exploradora. É tudo muito bem feito e muito bem pensado. Quando vai chegando ao fim, você acaba entendendo diversas referencias que são feitas a nossa vida, ao nosso dia a dia. É necessário tentar interpretar de diversas formas para ver qual mais vai agradar você ou qual você vai desejar que seja a verdade. A animação mostra tudo de uma forma tão obvia que as vezes as pessoas não conseguem enxergar o que está na frente do próprio nariz.

Pra mim é mais do que uma animação, é a forma de mostrar que não devemos reprimir nossos desejos e sonhos e que precisamos ir atras do que queremos mesmo que seja difícil. Mostra que mesmo se a família não nos apoiar, podemos fazer qualquer coisa. Podemos juntar um dever com amor e desejo. Além disso, é um das poucas animações onde mostra que a garota heroína não precisar ter um par romântico, mostrando que a Disney consegue sair do padrão sem perder nenhuma qualidade na historia. Na verdade acho que a historia ficou muito melhor com ela e um amigo do que com ela e um par romântico, mas isso vai de cada um não é mesmo? Não tenho do que reclamar da animação. Tudo está dentro do meu gosto e quem sabe se encaixa no seu também.


Outra coisa que eu achei muito boa é a criação das musicas. No filme temos umas 4 musicas que são cantadas, assim como em todas as animações da Disney. Temos uma música que é cantada em uma língua nativa da tribo de Moana e isso deu aquele ar de "coisa unica" para a historia e para a animação. Além disso podemos ver as crenças do povo dela que é algo que mostra que existem outras pessoas com outras crenças e religiões até mesmo no mundo da animação e que isso DEVE SER RESPEITADO POR TODOS. A animação serve para mostrar para adultos e crianças que temos um leque extenso sobre fé e que podemos acreditar no que quisermos acreditar ou no que precisamos acreditar. A fé não se trata de pensar apenas em deuses, mas em ter fé em nós mesmos, no que a gente pode ser capaz de fazer na vida e para mudar a nossa historia de vida, além de poder está interligada com muitas outras vidas que fazem parte do nosso dia a dia.

É uma visão diferente do que já foi nos dado em outras animações com magia porque sempre vimos magia, mas raramente tínhamos referencias de outras crenças, de fé em deuses diferentes do que estamos acostumados ou do cristianismo e estava mais do que na hora desse assunto ser abordado. Sempre gosto de lembrar que sou um "formador de opinião", mas isso não significa que você está isento de criar e ter a sua propicia opinião, até porque o mundo será muito chato se todos tiverem o mesmo gosto e as mesmas opiniões para tudo. Deixe seu comentário e me siga nas redes sociais se você quiser ficar sempre atualizado.

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