Sinto a sua falta Sofia

By Um Container - 20:47:00


Quem me acompanha nas redes sociais (twitter e instagram) sabe que a minha cachorra Sofia morreu na sexta feira (5). Muitas pessoas sabiam da minha relação com a Sofia e sabem o quanto isso está ainda me atingindo de forma direta. As pessoas nem sempre entendem o porquê eu sinto tanto por ela ter morrido e dizem “era uma cachorra” e eu fico pensando que não é apenas isso, não é algo simples assim. Os sentimentos não podem ser divididos por porcentagens maiores para humanos e menores para animais até porque a Sofia é melhor que muita gente da minha vida. Eu resolvi vir aqui e falar um pouco sobre ela, sobre o que aconteceu e como eu via ela aos meus olhos, como que eu descrevo ela e trazer uma mensagem a vocês.

Eu sinto muito a falta dela porque ela é o meu espelho, é o que eu tenho de melhor e pior mostrada de uma forma simples e concreta. Você pode não estar entendendo e é por isso que eu vou descrever a Sofia. Ela é o tipo de cachorra que tem alma de gato, ela gosta de ficar no canto dela e quando ela quer carinho ela vai até você, não é o tipo de animal que gosta que vai atrás pra ficar grudado com ela. Ela fica deitada em 4 lugares diferentes: na minha cama, na cama do meu irmão, no sofá ou na cadeira de balanço quando ela acha que o sol vai esquentar ela nos dias mais frios. Se ela não gosta de alguém, não adianta, não há o que fazer por eles, tem que deixar que a pessoa a conquiste e nem pense que eu estou falando da pessoa dar biscoitos, ossinhos ou qualquer outra coisa, a Sofia é a única que sabe o que cativa ela e com o tempo ou ela passa a gostar da pessoa, ou ela continua rosnando. Uma coisa legal sobre ela é que ela só rosna, mas não morde (depende da pessoa, é claro). 

Até quando eu fazia carinho nela, a Sofia não parava de rosnar, mas era um rosnado manhoso que fazia com que eu fizesse mais carinho nela e se eu parasse? Ah, não tinha isso, ela batia a pata dela na minha mão até eu continuar o carinho. Quando eu uso o meu notebook na cama e ela quer carinho, ela deita em cima do teclado do notebook, ou ela fica me olhando com uma cara de “me dá carinho”. Todo mundo ama o jeito que ela fica sentada ou deitada pois ela cruza as patas da frente e apoia a cabeça, parecendo uma linda dama, mas não se iluda, tente sentar perto dela que ela vai rosnar pra você e querer te morder (ai ela pode morder mesmo). Ela não gosta de nenhum dos outros dois cães que eu tenho em casa (Zeus e Edy) e ela não se mistura com eles. Enquanto ela toda LADY vive dentro de casa, os dois amam o quintal e dormem na área em suas caminhas (ou panos que eles carregam pra todos os lados. Se um deles chega perto dela, ela rosna, muito alto e late pra eles se afastarem, mas as vezes ela se sente sozinha quando estamos todos ocupados e ela vai tentar brincar com o Zeus que é o mais meninão deles. O problema é que ela se cansa do jeito desengonçado dele e passa a rosnar e a latir pra ele parar de querer brincar com ela, eu sei, ela é complicada de lidar.

Eu sinto muito a falta dela desde que ela se foi e as vezes eu esqueço que ela não está mais em casa, as vezes parece que nada aconteceu e que eu vou chegar em casa e a minha Sofia vai correr pra mim, latindo e pulando até chegar no meu colo e se esfregar em mim de felicidade. No sábado, um dia depois que ela morreu eu estava limpando a casa e trocando os moveis de lugar para melhorar o ambiente. Enquanto eu andava de um lado para o outro, eu olhava para onde ela ficava, de forma inconsciente esperando que ela estivesse lá, as vezes não lembrava do que tinha acontecido com ela. Teve uma hora que eu não me aguentei e chorei mais do que já havia chorado antes, eu ainda estava limpando a casa, mas estava quase terminando, passei pela sala e não vi a Sofia, corri pro quarto e ela não estava lá e depois chamei ela no quintal, mas ela não estava lá também e ai me caiu a fixa do que tinha acontecido e do que eu estava fazendo, eu não consegui parar de chorar tão cedo pois dói saber que ela não vai fazer tudo o que fazia antes, dói saber que eu não vou ouvir suas unhas batendo no chão sempre que ela andava. Não sei, mas mesmo escrevendo esse texto eu sei que não consegui demonstrar o quanto estou mal pela morte dela. Eu tento fazer coisas que eu fazia antes normalmente, saio com amigos, me distraio, assisto filmes e nada, continuo na mesma. As vezes sinto vontade de chorar no meio de qualquer lugar, mas me seguro.


A Sofia tem 4 anos e a história dela é linda. Ela é filha da Florzinha, uma das minhas cachorras que morreu o ano passado de velhice. Quando a Sofia era pequena, eu doei ela (assim como outros cachorros) para uma menina que era a minha amiga na época. Essa menina, depois de alguns meses viu que a Sofia fazia muita bagunça e quis me devolver e é claro que eu aceitei, já que eu acompanhei o crescimento dela. Aceitei a Sofia e ela, um mês depois pegou a “doença do carrapato”, pensamos que ela morreria, mas conseguimos salvar. Ela era um amor e acabou ficando bem “ranzinza” depois de eu forçar ela a tomar os remédios colocando em seringas e forçando ela a engolir. Ela sempre ficou com um pouco de medo de mim quando eu alterava a voz porque ela achava que eu iria dar remédio pra ela. Ela sobreviveu e se tornou uma cachorra maravilhosamente linda. Seus olhos eram uma mistura de verde claro com mel e sua pelagem se mesclava entre branco e bege. Infelizmente, a um mês atrás ela começou a ficar ruinzinha e a tossir e engasgar e eu pensava que ela estava com algo na garganta, mas passou, depois disso ela ficou 2 dias vomitando tudo o que ela comia, inteiro, mas parou e mesmo assim eu a levei no veterinário porque ela emagreceu rápido demais.

Ele me disse (sem tocar na cachorra e nem fazer algum tipo de verificação) que era intoxicação e verme. Comprei os remédios que eram necessários e dei para ela por 7 dias completos. Comprava aqueles saches com pedaços de carne para ela e ela comia um pouco e ia deitar se sentindo exausta. Comprei soro e dei para ela também. Depois disso, um dia ela melhorou, estava mais alegre, estava melhor aparentemente, mas no outro dia ela piorou muito. Mesmo o veterinário ter me dito que era verme, eu não acredito pois ela estava com os mesmos sintomas de quando ela pegou a doença do carrapato pela primeira vez. Infelizmente não havia mais nada o que fazer pois quando ela piorou, foi rápido, uma hora ela piorou e literalmente na outra ela morreu. Não sai do lado dela em nenhum minuto enquanto isso acontecia. Queria ter a certeza que ela estaria acompanhada enquanto tudo acontecia e eu tentei não chorar enquanto estava perto dela. Eu ficava contando pra ela sobre como havia sido meu dia (como sempre fazia) cantava as minhas músicas favoritas, e algumas lagrimas caiam e eu não conseguia. Não dava tempo de mais nada, ela se foi e eu fiquei aqui, sem ela, sem ter a minha melhor amiga ao meu lado.

É muito triste e eu sei que vou superar, sempre superamos, mas é difícil e as pessoas precisam parar de julgar as outras por seus sentimentos, devem ser mais solidários do que juízes. Enquanto existem pessoas que jogam seus cachorros ou qualquer outros animais na rua, existem outras pessoas que amam eles como devem ser amados. O mundo precisa de mais amor, o mundo precisa de mais carinho. Eu fico feliz em saber que a vida da Sofia foi boa, ela foi feliz e que foi muito queria e ainda é. Ela foi, é e sempre vai ser a minha melhor amiga e que nada vai substituir ela e que a morte dela não me impede de amar outro cão ou animal qualquer que seja, mas sei que ainda não estou preparado pra isso, não agora. Se você tem um animal de estimação, cuide dele sempre, de amor, de carinho, ele não é um ser humano que pode se defender, ele é um animal e você tem o dever de dar isso a ele já que ele está sempre ali por você, o ame como se n]ão existisse o amanhã que as vezes, o amanhã de vocês dois nem sempre vai existir mesmo.


Eu sempre vou te amar minha rabugenta.


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