Resenha do filme: Um Senhor Estagiário (2015)

13:58:00


O filme “Um Senhor Estagiário” conseguiu conquistar meu coração e de mais milhares de pessoas (já que meu namorado disse que está na lista dos mais baixados no site de torrente kickass). No filme todos os personagens são “perfeitos”, claro que não literalmente e é por isso que a palavra está entre aspas. Por mais que cada um deles tenham seus problemas, os personagens são perfeitos para a trama pois o filme tem uma pegada mais leve mas incrivelmente realista de uma forma que te prende e não quer deixar você sair de frente dele. Os atores são ótimos pois tudo o que precisaram foi mostrar uma coisa real, não uma história de terror, não um filme de ficção, apenas o dia a dia de uma mulher bem sucedida, de pessoas que trabalham todos os dias vivendo uma rotina e de um senhor de 70 anos que não aguenta mais a mesmice. Um Senhor Estagiario tem o tempo médio de duração de 2h00 e foi lançado dia 24 de setembro desse ano (2015) e foi dirigido pela Nancy Meyers, a mesma que dirigiu "Simplesmente Complicado", "Operação Cupido" e outros. Eu não vi esse filme em cartaz aqui na minha cidade o que foi uma pena porque eu amo assistir filmes pelo cinema, vocês sabem. Ele tem o genero como comédia, mas não acho esse genero apropriado para ele, claro que tem seus toques de comedia, mas não chega a ser um standup.

O filme começa mostrando Ben Withaker (Robert De Niro) um senhor com 70 anos, um ex-executivo que trabalhou 40 anos em uma empresa que produzia listas telefônicas e que ficou viúvo. Ben decidiu viajar o mundo e conhecer lugares lindos, porém nada disso fez dele um homem feliz ou pelo menos não trouxe a felicidade que ele esperava ter trazendo a ele apenas tedio. Ao voltar pra casa, saindo do café Starbuks, Ben encontra um panfleto que oferece emprego para pessoas na melhor idade para trabalharem como estagiários em uma empresa bem atual e isso fez um pingo de felicidade brotar em sua alma tão jovem e tão adulta ao mesmo tempo. O mais legal é que para fazer a inscrição, Ben precisou gravar um vídeo de apresentação e enviar para a empresa falando sobre ele e posso dizer que não tem como não se emocionar com tudo o que ele fala. Esqueça que é um filme e tente ver como se fosse a vida real, como se isso fosse a realidade e que você vai estar assistindo tudo de camarote, é por isso que são feitos os filmes, para a gente se sentir como parte do elenco, para trazer a nossa vida o que ensinam os roteiros e os textos bem trabalhados, as tramas bem construídas.



Então depois de conseguir enviar o vídeo, Ben consegue o cargo e vai começar a trabalhar na empresa ao lado da dona, Julies (Anne Hathaway) que é uma mulher forte e é o tipo certo de mulher para representar o século vinte e um. Ela trabalha período integral e ainda faz hora extra, sabe como funciona todas as áreas da empresa e está ligada sempre as atualidades. Julies é casada e tem uma filha, seu marido deixou tudoo que tinha para cuidar da casa enquanto ela trabalha e mantem tudo em ordem (ou quase tudo). A empresa de Julie vende roupas pela internet e tem um crescimento exponencial em seus primeiros 18 meses de vida. Só que o 'boom' de vendas e dinheiro não provoca só felicidade, pelo contrário. Com o sucesso vem cobranças, e pior, o caos. Julies se ve sobrecarregada com tudo o que tem que fazer e sendo assim acaba sendo o tipo de pessoa difícil de lidar, ainda mais com um senhor de 70 anos que não sabe usar a tecnologia e que ela acha que deveria continuar aposentado pois não parece ter muita utilidade para ela.

No meio disso tudo, de uma empresa atualizada e tão moderna, Ben precisa se atualizar e aprender como tudo funciona nas atualidades como redes sociais, email e até mesmo ligar um notebook que pelo que parece o mesmo não sabia como fazer (se é que o mesmo já usou um antes). O filme carrega um tom de humor ótimo que vai te levando até o fim, mas sem perder as coisas importantes que ele tem que tratar. O mais legal do filme não é que ele mostra essa diferença de idade e sim a troca de experiências dos personagens. Mesmo com 70 anos, Ben tem uma vontade de viver e uma vontade de aprender que não se vê facilmente hoje em dia. Mesmo com as dificuldades do novo trabalho com as redes sociais, bem é bom em fazer amigos e sabe sempre a forma certa de dizer ou fazer algo e isso muda a visão do mundo de muita gente dentro e fora do filme. Ben limpou uma mesa que tinha muita coisa inutilizável, aprendeu a usar o email e outras coisas, aprendeu tudo o que deveria sobre os sistemas e moda e além disso tirou de campo o motorista de Julies que bebia enquanto dirigia. Ele então passou a ser o motorista de Julies pois ele adora ser útil e não para até conseguir se mostrar útil pra ela. Julies o considera muito intrometido, mas ele se mostra tão observador, eficiente e eloquente que acaba atraindo a atenção e o afeto de toda a jovem empresa e ela se incomodou com isso, acabou agindo rápido demais e pediu para que ele fosse transferido de área. No mesmo dia Ben e Julie se tornam mais amigos do que ela pensou que poderiam ser. Ben é o exemplo perfeito de pai que uma pessoa nunca teve.



O filme reserva muitas surpresas e acredite, mesmo tendo falado muito aqui eu acabei não falando quase nada pois o filme corre rapidamente como o dia de alguém bem movimentado e raramente para por muito tempo em um único cenário. O filme traz a você pensamentos do tipo: uma pessoa de 70 anos pode trabalhar tão bem ou melhor do que pessoas mais novas pois sabe mais coisas da vida e muitas vezes mais coisas profissionais também, mesmo que não seja tão atualizado. Uma mulher pode ser bem sucedida pois não importa o gênero, as pessoas querem apenas construir um futuro para a família. Mostra também que as aparências enganam além de mostrar que existe perdão para coisas que parecem imperdoáveis e que existe todo tipo de amor e que basta olhar para o lado e perceber que qualquer um pode ser alguém que você ame, não apenas amor entre casais, também como amigos, irmãos e por ai vai.


Esse filme ganhou meu coração porque ele trata também de coisas atuais como redes sociais que eu basicamente não saio e moda. A empresa é toda moderna e atualizada ambientada em um lugar perfeito que qualquer pessoa adoraria trabalhar além de mostrar que não é apenas porque você trabalha com moda que a sua empresa tem que tem milhares de gays trabalhando para você. Claro que não é essa a abordagem do filme, mas o fato de não ter focado em um gay fez eu amar mais porque sempre que tem moda tem gay nos filmes, não é mesmo? É, então. Esse é o tipo de filme para sentar com a família e assistir, ou assistir sozinho ou assistir com qualquer pessoa que estiver perto de você. Chame os amigos, os vizinhos, as pessoas que moram na rua. Todos merecem ver o que esse filme tem a oferecer, todos merecem a positividade que ele passa. E eu, bom, eu vou assisti-lo muitas vezes até me cansar, mesmo que eu saiba que isso pode vir a não acontecer. Espero que tenham gostado da resenha e que amem o filme assim como eu. Não esqueçam de deixar os comentários.

   

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