Resenha do filme: O Agente da U.N.C.L.E




Eu queria dizer que eu ando percebendo que venho aqui fazer resenha apenas de filmes que eu gosto e mesmo assim, mesmo percebendo isso eu continuo a fazer isso. Mas claro que é melhor eu passar coisas legais para vocês do que eu falar do que eu noção gosto, não é mesmo? Pra que perder tempo falando do que eu não gosto se você não vai ler? Então tá.




O filme O Agente da U.N.C.L.E me surpreendeu. Como sempre eu ouvi muitos rumores de pessoas desinformadas e totalmente sem nexo falando que no filme, os produtores quiseram transformarNapoleon Solo (Henry Cavill) em um super homem misturado com um super agente. A única coisa que eu realmente concordo foi que fizeram dele um super agente em que eu fiquei apaixonado. O filme tem uma pegada meio que 007, mas sem existir um James Bond. O filme completo se baseia em parcerias e não em apenas uma pessoa trabalhando em tudo. Temos uma visão ampla de todos os personagens de forma geral, não tem um principal pelo que eu percebi. Claro que tem sempre o destaque, mas na verdade o destaque é o que você se apega mais. Henry Cavill se encaixou bem no papel de um agente, não sei explicar se foi pela beleza dele ou se foi pela forma que ele fica bonito em qualquer ângulo ou roupa ou se foi o fato de o filme ter ele. Eu sou apaixonado por esse ator, tanto que eu amei também quando ele fez O Homem de Aço. O filme foi baseado em uma série de TV norte-americana da ABC. Guy Ritchie aventurou-se no gênero ao dirigir The Man From U.N.C.L.E (O Agente da U.N.C.L.E, EUA/Reino Unido, 2015), filme que tem estilo de sobra, beleza de sobra e uma história e personagens que têm de tudo para conquistar o espectador.


Toda a historia se passa em 1963 em plena guerra fria e mostra Napoleon Solo, um agente da CIA atravessando o muro de Berlin indo em busca de uma mulher chamada Gaby (Alicia Vikander) que é filha de um homem que está nas mãos da perigosa Victoria (Elizabeth Debicki). Quando Napoleon chega até Gaby, percebe que está com uma escuta (ou rastreador, não sei) e começa a bolar um plano para sair de onde estão fazendo de tudo para proteger a "indefesa Gaby". Aqui começa uma briga de cão e gato e falando em gato entra em ação o soviético Illya Kuryakin (Armie Hammer) que faz de tudo para conseguir capturar Solo (pois estão em guerra, como devem saber). Nisso é tiro para todos os lados, correria, muita risada, mas sem perder a ação. 

Depois de conseguir fugir, Solo pensa estar livre de Kuryakin, porém para a surpresa dele, seu chefe se juntou com o chefe de seu inimigo para que os dois vão em uma missão juntos. O propósito é proteger Gaby e conseguir destruir toda a estrutura que Victoria está construindo (uma bomba nuclear). Os dois ainda têm que tomar conta de Gaby (Alicia Vikander), jovem que também é de interesse da vilã, uma vez que seu pai tem os conhecimentos que ela precisa para ativar sua arma de destruição em massa. Apesar de algumas surpresas em relação a um personagem ou outro, já fica claro, desde o início a função de grande parte deles e suas personalidades. A diferença entre os personagens também é algo que muito contribui para a trama. Solo é mulherengo – óbvio -, tranquilo e esperto, enquanto Illya tem pavio curto, é duro e calculista. Gaby é pequenininha e aparentemente frágil, mas não é nem um pouco boba. Esses três vão para a Itália onde vão fingir ser outras pessoas, com personalidades diferentes do que realmente tem cada um e fazendo de tudo para que tudo de certo como o plano, mas em algum momento muita coisa dá errada e certa ao mesmo tempo.



Não tenho muito o que falar da vilã, pois ela é uma das falhas do enredo. Nas cenas em que aparece, ela sempre se destaca em função de sua inteligência e sutileza, mesmo quando é extremamente cruel. No entanto, chega a incomodar o tanto que ela foi desperdiçada na história, seja com a falta de diálogos mais longos ou mais cenas. Alguns coadjuvantes tiveram pouco aprofundamento, mas ela merecia mais, afinal, é a vilã. Tirando a falta de desenvolvimento das personagens femininas, U.N.C.L.E conquista em todos os quesitos. O Agente da U.N.C.L.E entretém do início ao fim, especialmente no que diz respeito à montagem e às cenas de ação. O elenco principal pode ser desconhecido pelo público em geral, mas dê uma chance porque os atores fizeram um ótimo trabalho. Apesar de alguns problemas de desenvolvimento, o roteiro foi bem escrito, tem diálogos cativantes e perseguições e lutas marcantes. Uma coisa que eu posso dizer é que provavelmente haverá uma continuação e eu irei amar assistir essa aventura tripla novamente (se você for muito esperto vai pegar um spoiler nessa frase).



As musicas foram muito bem escolhidas (há quem pense que não combinou com o filme, mas eu amei). Deu um toque de suspense-comico misturado com ação-comica. Claro que o filme não é de comédia, mas do que seria um filme de ação sem comédia, me diz? Nada. Um filme de ação apenas com ação e romance cansa as pessoas porque é uma mesmice. O pior de fazer uma resenha desse filme é que eu não posso contar muito, pois o filme é bem confuso, mas tudo o que eu contar aqui pode ser considerado um spoiler e eu sei que nem todas as pessoas gostam de spoilers, então deixarei mais de lado e apenas esperarei do fundo do meu coração que vocês vão assistir a esse filme. Outra coisa que eu amei também foram os posters, da uma olhada.



Sinopse:
“Na década de 1960, no auge da guerra fria, dois agentes têm a mesma missão sem saber, o agente da CIA, Napoleon Solo (Henry Cavill), e seu inimigo russo, espião da KGB, Illya Kuriakin (Armie Hammer). A missão é resgatar a jovem Gaby Teller (Alicia Vikander) da Alemanha Oriental e conseguir, através dela, o paradeiro de seu pai, um cientista nazista que está sumido há muito tempo.”

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