Sense8 é a nova série da Netflix

By Um Container - 00:02:00


Primeiramente quero informar que essa série se tornou a melhor série que eu já assisti na minha vida, se você não acha isso, não pode me julgar porque tudo é questão de gosto e opinião. Se você não sabe o que é Sense8, não vive neste planeta. Se você sabe vale a pena ler o que eu tô escrevendo também. Pra quem não sabe Sense8 tem como criadores, Andy Wachowski, Lana Wachowski e J. Michael Straczynski que são nada mais nada menos que os diretores de Matrix. Se você tiver mais de 20 anos, é quase certeza que já assistiu um dos três filmes de Matrix ou que pelo menos já ouviu falar. Em minha opinião, o melhor trabalho de Andy e Lana como diretores. 


Também dirigiram outros vários filmes que vale a pena ver, pois todos tem a identidade visual dos dois irmãos, como uma marca deles. Eles foram diretores, roteiristas e produtores dos filmes: Bound, Matrix, Matrix Reloaded,Matrix Revolution, Speed Racer, Cloud Atlas e O Destino de Júpiter. Já J. Michael Straczynski vem da aclamada séria Babylon 5 e foi roteirista de Homem-Aranha e Quarteto-Fantástico. Ele também tem uma série de quadrinhos chamada, Rising Stars: Estrelas Ascendentes. Pois é, os dois são muito bons no que fazem e eu já sou super fã, mas agora vamos para o elenco no qual, em minha opinião, tem os melhores atores para os papéis designados.



A série se baseia em 8 pessoas e nas historias pessoais de cada um, porém um é ligado ao outro. O que um sente o outro sente, o que um vê, o outro vê. Muitas vezes tomando o lugar de qualquer um, como uma possessão para usar uma habilidade que é necessária. Eu sei, parece confuso, mas é porque não tem uma forma de explicar, você precisa assistir para entender de forma completa. Nunca vi nada assim e simplesmente achei genial. Há uma cena onde uma das personagens pede ajuda pois está sendo perseguida pelo "governo" e 3 dos sense8 aparecem para ajuda-la, mas claro que apenas ela vê eles e sente, então ela luta como a Sun, sabe o que cada um vai fazer pois o Will disse pra ela e dirige (sendo que ela não sabe dirigir) como o Capheus. Não deve saber de quem eu to falando, mas então vamos aos atores principais e seus personagens.



Aml Ameen, que interpreta Capheus van Damnne, ele tenta, todos os dias, ganhar dinheiro para comprar remédios para sua mãe que tem AIDS. Motorista de uma van temática de Jean Claude Van Damme. Ele tem muita bondade e é incapaz de machucar uma mosca, até certo ponto da série onde irão perceber o motivo de certos momentos de coragem. Capheus mora em Nairóbi, uma das cidades mais populosas e o principal centro financeiro do Quénia. Ele pode ser visto como herói no começo da série e, em certo ponto, tive medo pelo personagem. Seu ”poder especial” é a habilidade de fuga quando está dentro de um carro. Ele representa a classe pobre e também à vontade e o desejo de mudança. 



Doona Bae como Sun Bak. Ela é filha de um poderoso empresário de Seul. Sua personagem representa as mulheres e a forma como são reprimidas em uma cultura onde somente o homem tem direito. A primeira vista parece sensível e indefesa, mas o que parece nem sempre é, pois ela é uma guerreira, sendo seu ”poder especial” a habilidade de luta. Não mede esforço ou sangue quando quer algo, encontrou sua válvula de escape no mundo do kickboxing.



Jamie Clayton como Nomi Marks, uma mulher (transexual) que tem como luta o direito LGBT e que o representa muito bem no seriado. Sua mãe nunca aceitou sua troca de sexo. Ela é muito boa no que faz, sendo seu ”poder especial” é ser uma hacker ativista.



Tina Desai como Kala Dandekar, farmacêutica e devota Hindu em Mumbai, que tem como drama decidir se casa ou não com um homem que não ama. È sensível demais e não tem coragem de machucar ninguém, Seu ”poder especial” é a química, já que ela estuda e trabalha nessa área.



Tuppence Middleton como Riley Blue é uma DJ islandesa com um passado conturbado que infelizmente não posso falar aqui. Talvez aqui tenhamos o primeiro ponto de partida do seriado e o que pode ser o centro da série na segunda temporada já que a historia dela chega sendo ao meu ver a mais principal em certo ponto da série.



Max Riemelt como Wolfgang Bogdanow é um arrombador de cofres que mora em Berlim. É bem legal o papel dele pois é um vilão que está ao nosso lado. Ele é um assassino sangue frio e não tem medo de fazer o que é necessário, mas com um fundo de bondade e amor despertados por Kala Dandekar. Ainda sim, tem questões não resolvidas com seu falecido pai e com sua família.



Miguel Ángel Silvestre como Lito Rodriguez, é um ator bem conhecido, famoso até assim por se dizer. Namora Hernando, mas não aparece em público com ele por medo de esse fato destruir sua carreira. Seu “poder especial” é mentir sem ser notado já que esse é o trabalho dele.



Brian J. Smith como Will Gorski, é um policial que mora em Chicago. É perito  investigador que tem um faro apurado e dificilmente deixa passar algo despercebido. Tem um coração bom demais para seu emprego o que acaba prejudicando ele em alguns momentos. Assombrado por um assassinato não solucionado pelo seu pai, que o traumatizou durante sua infância até hoje. Seu “poder especial” é saber o que os policiais pensam e como agir de forma certa.



Quando terminei de ver esta série fiquei meio paralisado. Primeiro porque eu nunca pensei que a historia iria para o lado que foi, segundo que ela foi tão especial que não sabia mais o que fazer. Cada episódio tem momentos de ação, drama, comédia e terror. Os atores fazem com que tudo parece muito real. Não é apenas a atuação boa, são os olhos, as lagrimas as formas que cada um olhava para o outro ou como sentiam aquele momento. É possível se emocionar em um momento; gritar e vibrar com cenas de ação; ficar aflito e roer as unhas de angústia; sentir medo, cantar e rir de alegria.



Em algumas criticas que li que Sense8 poderia ser chamado facilmente de Sense9, pois quem a vê, compartilha todas as emoções dos personagens. Eu concordo totalmente porque muitas vezes me segurava para não chorar e me forçava a lembrar que era uma série. Basicamente fazemos parte da série e da trama.Assistir a Sense8 é uma experiência de vida, que o faz abrir os olhos para o que há de bom e ruim no mundo, mostrando pessoas nuas e cruas e com personagens transparentes. A série o faz se identificar com, pelos menos, um deles, pegando seus traços, gestos ou, até mesmo, sentir como eles.



Aguardo ansiosamente pela segunda temporada. E vocês, já assistiram a série? O que acharam? Deixe aqui nos comentários, vou adorar saber a opinião de vocês.



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